ENTÃO, QUAL O PROBLEMA?

ENTÃO, QUAL O PROBLEMA?

23/04/2014

Na última Segunda (21), foi comemorado o Dia Nacional da Paz no Trânsito, esse que foi precedido por uma série de acidentes graves que aconteceram na cidade nos últimos meses.

As lições básicas do trânsito aprendemos logo no começo. Aprendemos que devemos dar passagem, respeitar o limite de velocidade, manter distância do veículo à frente, entre outras. Você concorda que estas são lições simples e fáceis, certo? Então por que, muitas vezes, não as colocamos em prática?

Dirigir é prezar não apenas pela própria segurança, mas também pela segurança do outro, mas as atitudes tem evidenciado outro comportamento, que não esse. Quando você, motorista, que acha que “dando um jeitinho” pode se livrar de um percurso mais longo ou de um outro motorista mais “lerdo”, a sua “inocente” atitude pode ocasionar em um grave acidente.

Ultimamente, muitos acidentes locais tem envolvido caminhões. A atenção perto de veículos desse porte deve ser redobrada – só na estrada, há mais de 2,3 milhões deles (Denatram/2012). A decisão de ultrapassar um, por exemplo, deve ser tomada com muita precaução, uma vez que há um alto risco presente em uma ação como essa. Imagine, então, quantas mortes não poderiam ter sido evitadas se houvesse sido feita a escolha certa? Muitas.

Só nas estradas brasileiras, os fatores comportamentais são os principais motivos dos acidentes. Dos que resultaram em morte, 1.333 deles aconteceram por falta de atenção, 939, por velocidade incompatível e 536, por ultrapassagens indevidas.

Em 2013, houve uma baixa de 10% no número de mortes no trânsito em relação ao ano anterior. Se você pensa que isso é bom, se enganou. Para 2014, se estima algo em torno de 48.349 mortes no trânsito, e se um número não te choca, o mesmo dividido resulta em “4.029 mortes por mês, 132 mortes por dia e 6 mortes por hora, ou seja, uma a cada 10 minutos”.

Sim, alguém morreu em um acidente enquanto você lia esse texto.

São dados violentos, que colocam o Brasil em 4º país do mundo com maior número de mortes no trânsito, posição que não causa orgulho nenhum em nós, brasileiros, e que só pode ser reduzido com mudanças simples, como aqueles citadas logo no começo do texto (que você, infelizmente, já esqueceu).

Ações simples e fáceis como dar a seta antecipadamente, parar no sinal vermelho, evitar ultrapassagens de risco, entre outras, são essenciais para um trânsito mais saudável.

Nós da NB já dissemos, mas não custa repetir: para ter o trânsito que queremos, a mudança deve começar por você. Seja um condutor responsável pelas vidas que te rodeiam.

Fonte: Trânsito Ideal | Jusbrasil